Queda de faturamento não atinge Itatiba
quarta-feira, 23 de novembro de 2011As pequenas indústrias da cidade Itatiba não parecem estar entre a maioria das de pequeno porte que tiveram queda de até 2,5% no faturamento.
O número foi apontado por índices de pesquisa divulgada pelo Sebrae-SP nesta semana. Segundo o estudo, as micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas registraram, pelo quarto mês consecutivo, queda de receita, em torno de menos 2,5%, na comparação ao mesmo período no ano passado. A pesquisa de conjuntura Indicadores é realizada mensalmente pelo Sebrae-SP, com apoio da Fundação Seade.
Em Itatiba, no entanto, micro pequenas empresas – em especial da indústria moveleira, [uma das que é mais acompanhada de perto pelo Sebrae-SP na cidade] – a tendência aponta o caminho oposto. “Tanto que já paramos de atender vendas para este ano, por falta de estoque”, diz o empresário Paulo Sergio Bugi, dono da fábrica e loja de móveis e decoração Decorart’s.
O acumulado de vendas de 2011 até agora tem sido tão bom, diz ele, que uma pequena retração já era esperada quando se consideram apenas a finalização de projetos – ou seja – instalação dos móveis feitos sob medida. No caso das peças já prontas, há poucas em estoque. “Novas e sob medida estamos programando apenas para entrega em 2012”, diz Bugi, que comemora “tem sido um ano muito bom, com crescimento de vendas entre 20% e 30%, dentro do que havíamos previsto”, diz.
O setor de serviços, outro apontado estando em retração pela pesquisa, em Itatiba não se parece seguir tendência. “Neste mês conseguimos bons contratos com empresas. Um exemplo é a contratação de terceirizados para uma rede de supermercados. O faturamento segue estável” diz a analista de recursos humanos da empresa de terceirização Carrantos, Ariane Borin. Para o estudo do Sebrae/SP, o setor de serviços apresentou retração de menos 0,6% em setembro, interrompendo uma trajetória de crescimento contínuo desde outubro de 2009.
O desempenho negativo registrado está, diz a pesquisa, relacionado ao fato de que o setor apresentou crescimento muito expressivo no ano passado. Apesar da estabilidade quanto ao faturamento real (+ 0,1%) em setembro na comparação com setembro de 2010, no caso da indústria as MPEs, os efeitos dos aumentos dos juros básicos, ocorridos no 1º semestre de 2011 e a concorrência com produtos importados em alguns segmentos, contribuíram para a queda na receita.
“Setembro de 2010 foi muito favorável para as MPEs. No comparativo com o mesmo período de 2009 as MPEs de serviços cresceram 25,4%. Desta forma, a base de comparação forte influenciou a queda de faturamento registrada em setembro deste ano”, destaca Pedro João Gonçalves, consultor do Sebrae-SP, responsável pela pesquisa.
Pior que antes
Na variação mês a mês, em setembro de 2011 o faturamento médio das MPEs em no Estado teve queda de 6,5% com relação ao desempenho de agosto de 2011. A queda na receita era esperada já que setembro/2011 teve dois dias úteis a menos que agosto/2011. As expectativas dos empresários paulistas, a curto prazo, seguem cautelosas.
De acordo com o estudo, os empreendedores projetam estabilidade para o faturamento nos próximos seis meses, sendo que 48% acreditam em manutenção da receita da empresa. Com estes resultados, a receita total das MPEs paulistas durante o mês de setembro foi de R$ 26,9 bilhões, R$ 1,86 bilhões a menos que o mês de agosto de 2011 e R$ 31,6 milhões a menos que setembro de 2010. Atualmente, as MPEs respondem por 20% do PIB brasileiro, 67% das ocupações e por 99% de todas as empresas constituídas em São Paulo.
Futuro próximo
As previsões dos analistas de mercado indicam que a economia brasileira tende a apresentar menor ritmo de crescimento no próximo mês e em 2012. Nesse quadro, o setor de serviços deverá ser o segmento que mais vai crescer nos próximos anos. Enquanto o consumo interno estiver elevado, a partir da manutenção do poder de compra da população, este setor deverá ficar aquecido”, observa o diretor superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano. O comércio, beneficiado pelo bom desempenho do consumo no mercado interno, teve crescimento de faturamento de 1,9% sobre setembro de 2010. No comparativo com agosto de 2011, setembro apresentou queda de 9,6%, o que está relacionado ao menor número de dias úteis em setembro de 2011.
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