Estreia nacional da Ópera Cantada e Contada La Bohème será em Itatiba
segunda-feira, 25 de junho de 2012Tendo como inspiração a novela ‘Scènes de la Vie de Bohème’, de Henri Murger, ‘La Bohème’, a ópera composta por Giacomo Puccini (1858-1924) é a base para o espetáculo de 2012 da Companhia de Ópera Curta, que integra o programa Ópera Curta da Secretaria Estadual de Cultura. O Ópera Curta promove a circulação de peças de teatro musical, baseados em óperas famosas, nas cidades do Estado de São Paulo, em cooperação com as Prefeituras Municipais. “A escolha de Itatiba para esta importante estreia comprova o grande desenvolvimento cultural que a cidade teve nos últimos anos e a importância de Itatiba no cenário cultural do Estado”, comenta o Prefeito João Fattori.
A estreia será no próximo dia 28 de junho, uma quinta-feira, às 20h, no Teatro Ralino Zambotto. Haverá ainda uma segunda apresentação na sexta-feira, dia 29 de junho, no mesmo horário e local. A partir da próxima terça-feira, dia 26 de junho, estarão disponíveis no Museu ‘Padre Lima’ os convites para as duas apresentações do espetáculo ‘La Bohème – a Ópera Contada e Cantada’.
Os convites são gratuitos. Os espectadores podem aproveitar e ajudar as entidades assistenciais da cidade doando um produto não perecível (alimento, higiene ou limpeza) no momento da retirada. O Fundo Social de Solidariedade de Itatiba, que encaminhará os donativos às entidades assistenciais da cidade, solicita que seja observado o prazo de validade dos produtos doados. Solicita-se também que o público esteja atento ao horário e a classificação do espetáculo. “É uma oportunidade ímpar. Com certeza será um espetáculo belíssimo e ainda um evento marcante para a cidade. É mais uma conquista para a Cultura itatibense”, disse o Secretário de Cultura e Turismo, Luis Soares de Camargo.
La Bohème
“La Bohème – a Ópera Contada e Cantada’ é o título do espetáculo deste ano”, pontua Rosana Caramaschi, diretora artística de produção da Companhia, “que circulará ao lado de Carmen e La Traviata, produções de anos anteriores que também continuam sendo apresentadas”. A ópera de Giacomo Puccini é uma criação de transição entre o período romântico e o realismo no gênero. Puccini criou um espetáculo que narra a história de artistas e pessoas comuns que conviviam em estado de penúria, na Paris do final do século XIX. La Bohème apresenta os amigos Rodolfo (poeta), Marcelo (pintor), Schaunard, Colline e os amores dos dois primeiros, Mimi e Musetta, respectivamente. As relações afetivas são de permanente conflito, motivadas pelo ciúme e pelas inseguranças do grupo, pela pobreza a que estão reduzidos. Mimi morre ao final da ópera, vitima de uma doença avançada pelo abandono, desamparo e falta de recursos. É inverno em Paris.
“Na nossa versão de La Bohème – comenta Cleber Papa, diretor, cenógrafo e autor dos textos do espetáculo – buscamos acentuar os aspectos musicais e dramatúrgicos da ópera sem perder a essência da obra e, com as referências da novela de Murger, introduzir e comentar a natureza dos personagens, a profundidade de suas relações. Preferimos desenhar Rodolfo como um jovem instável, emocionalmente perturbado, inseguro, incapaz de qualquer generosidade afetiva com Mimi e Marcelo, apesar dos pequenos resultados financeiros de sua pintura e de ser mais maduro que Rodolfo, não conseguiu estabelecer uma relação continuada com Musetta. Esta é uma jovem cujos que, apesar de apaixonada por Rodolfo, prefere buscar a companhia de homens mais velhos que possam lhe garantir boas roupas e comida em troca de favores sexuais ou simples companhia. Musetta não é claramente definida como uma cortesã ou prostituta como Violetta Valéry (La Traviata), mas vive no limite do comportamento socialmente aceitável de uma jovem frívola e volúvel. As relações dos dois casais são tumultuadas, de brigas constantes e são fator determinante do resultado fatal. O personagem Benoit (pequeno na ópera) ganha nova dimensão nesta versão, passando a ser o elo que une aquele grupo à cidade de Paris. Há certa atemporalidade no espetáculo realçada pelos cenários e figurinos, muito embora o tempo acabe demonstrado sua forma motivadora”.
Ópera Curta
Ópera Curta é um tipo de espetáculo de teatro musical criado por Cleber Papa e Rosana Caramaschi, sob a direção musical do maestro Luís Gustavo Petri, baseado em óperas famosas, na literatura que lhes deu origem, no contexto histórico e sua relação com o pensamento contemporâneo. A Ópera Curta possui uma dramaturgia própria que inclui de partes consideradas imprescindíveis das óperas convencionais à criação de novos personagens que possam contar a história base do espetáculo original.
A motivação original dos criadores foi a perspectiva de criar espetáculos de teatro que auxiliassem a compreensão do que é ópera, difundissem o conhecimento dos principais títulos e despertassem o interesse para o gênero. Como estratégia, os espetáculos precisariam ter padrões de excelência e flexibilidade na implantação em cada cidade, de forma a atingir espaços teatrais diferentes.
Os espetáculos são produzidos com a participação de cantores, bailarinos, atores e músicos com ampla experiência profissional, utilizando recursos de cenografia, figurinos, projeção de legendas (subtítulos com a tradução para o português quando se trata de língua estrangeira) e efeitos especiais.
Musicalmente, são criadas transposições das composições originais para formações de câmara, seja para trios, quartetos ou quintetos de cordas, por exemplo. Desta forma assegura-se um projeto original, de qualidade musical e cênica.
Os espetáculos são reunidos sob uma série denominada ‘A Ópera Contada e Cantada’ e levam este subtítulo, inclusive como uma forma de garantir ao público a informação correta de que está se assistindo a um espetáculo original, baseado em uma ópera e que possui um tratamento artístico próprio.
“Em La Bohème – a Ópera Contada e Cantada, fizemos uma transposição da música para um conjunto de câmara composto de piano, violino, violoncelo e flauta – afirma o maestro Luis Gustavo Petri, diretor musical do espetáculo. Desta maneira, preservamos a música original de Puccini para orquestra de grande porte, ‘traduzindo-a’ para uma formação de quatro músicos. As principais árias e duetos da ópera estão mantidos no espetáculo, permitindo uma compreensão bastante precisa por parte do público leigo e oferecendo um resultado de alto padrão para aqueles que já conhecem o gênero e até a própria ópera”.
Serviço:
Evento: La Bohème – a Ópera Contada e Cantada
Datas: Quinta-feira, 28 de junho, às 20h – Sexta-feira, 29 de junho, às 20h
Local: Teatro Ralino Zambotto – Rua Romeu Augusto Rela , 1100 – Bairro do Engenho
Convites: Distribuídos gratuitamente no Museu Municipal ‘Padre Lima’ (Praça da Bandeira, 122, Centro, Informações: 4524-1264), a partir da próxima terça-feira, dia 26 de junho
Duração: 1h20
Classificação: 14 anos
Fonte: Prefeitura Itatiba
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